terça-feira, 3 de abril de 2012

Vibe de amor

Essa semana eu tô numa vibe engraçada de amor, galera. Dedico esse post pra quem tá fall in love e pra quem tá fail in love mais ainda não perdeu as esperanças. hahahaha

boa páscoa :*

http://www.youtube.com/watch?v=OvMVCHhwTPs

"Oh lets get rich and buy our parents
Homes in the south of France
Lets get rich
And give everybody nice sweaters
And teach them how to dance
Lets get rich and build a house
On a mountain making everybody
Look like ants
From way up there, you and I, you and I."



Eu mereço um milagre trivial, não? :p 


Recadinho do Arnaldo Antunes:


"... tinha suspirado,
tinha beijado o papel devotamente!
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades,
e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas,
como um corpo ressequido que se estira num banho tépido;
sentia um acréscimo de estima por si mesma,
e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante,
onde cada hora tinha o seu encanto diferente,
cada passo condizia a um êxtase,
e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!"



terça-feira, 13 de março de 2012

Carta sem métrica


Tão perto te tenho ao longe
Onde os meus gritos são ignorados e meus sussurros compreendidos
Sábias palavras que meu sentimento gostaria de proferir e não consegue
Pergunto-me com frequência: por que o mais clichê dos sentimentos pode estar equivocado?
Um segundo precisei para saber que não teria jeito, não teria como fugir do fato irrefutável.
Um ser humano, na esperança de mostrar ao outro a intensidade que um sentimento famoso, como aquele, pode conseguir alcançar.
Triste de mim que te admiro ao longe, sem poder te demonstrar sem assustar.
Idéias, que não fazes tu, da quantidade de tempo que andas povoando o meu raciocínio.
Sinto saudades do momento em que éramos pessoas desconhecidas e comuns, ao mesmo tempo em que agradeço a dádiva do sentimento intenso e da alegria de poder senti-lo e vive-lo.
Conseguirias viver com o peso do meu sentimento? Pergunto a ti, que és criatura íntegra e honesta, pela qual minha razão se embaralhou e se perdeu.
Te assustarias com a tua presença circulando entre quadrinhos, filmes, música e projetos na minha mente?  
Não tenho certeza se sua personalidade, forte e crítica, estaria preparada para ler tais afirmações escritas nisso que chamei de carta sem métrica,
Já que você tem o habito de ler coisas que são ditas interessantes, não leia a carta sem métrica que é ridícula.
Ridícula do jeito que o Fernando Pessoa disse que essas cartas devem ser.

da sua linda desconhecida que você conhece,

Eu.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Liberdade Litera e Atura

Em tempos de modernidade, onde a tecnologia assume o papel de protagonista da vez e que o livre arbítrio, teoricamente, passaria de fato a existir, vivemos em um mundo de preconceitos disfarçados de (falsos) moralismos. Não importa o que você acredite, goste de fazer, ouvir, assistir, etc. Sempre vai haver alguém te criticando até a alma e fazendo imagens e campanhas em redes sociais contra alguma coisa que você goste.  Até gêneros literários entraram nessa confusão, por que os seres humanos nunca aceitarão a ideia de que são diferentes entre si. Nem a opção literária escapa desse universo de preconceito e desentendimento.

Quando eu era criança, meu pai me deu uma assinatura de gibis da Turma da Mônica de aniversário, e mensalmente eu recebia o meu pacote de felicidade com 4 gibis dos personagens maravilhosos do Maurício de Souza. O amor pela leitura veio muito rápido, e (graças a Deus por isso) se manteve e se mostrou fiel e eterno. A criança foi crescendo e nem só de Mônica vivia uma prateleira, os best-sellers foram tomando seu espaço e ganhando um lugar cativo na cabeceira. Livros considerados bobos, infantis, de menininha, água com açúcar, etc. A menina virou adulta, os amores literários aumentaram, nunca deixando de lado os antigos gibis e best-sellers, porém isso pode ser considerado uma afronta pra uma sociedade pseudo intelectual do século 21.

Os Crepúsculos, Harry Potters e demais sucessos repentinos são considerados piada entre a maioria daqueles que se intitulam cultos. Para essas pessoas, a leitura não pode ser utilizada também como uma forma de relaxamento ou diversão, se o texto não te mostrar algo profundo ou intrigante, não estará acrescentando nada de útil a sua vida. A leitura prazerosa é como a música, o cinema, a arte em geral. Depende de gosto, de compatibilidade e sensibilidade.

Ontem mesmo, minha professora de expressão oral comentou em sala de aula que ler pode doer. Concordo plenamente! Dependendo do texto, pode ser difícil a leitura e interpretação. Lembro como eu achei difícil ler Goethe pela primeira vez. Me senti burra e incapaz, como se só tivesse sido feita pra ler “O diário da princesa” e afins. 

Hoje sou fã de Mário Quintana, Pablo Neruda, Fernando Pessoa, Guimarães Rosa, Herman Hesse, etc. Isso me torna melhor do que alguém? É mais aceitável me ver comprar um livro bobo por que também costumo ler os gênios da literatura? Por que alguém que lê Dostoiévski é melhor que alguém que lê Sophie Kinsella? Não estou aqui desmerecendo os grandes escritores e dizendo que os populares são melhores, longe de mim. Apenas acredito que a leitura deve ser respeitada como um todo, e que o amor literário não é monogâmico. Amantes de Harry Potter também podem amar Umberto Eco, não tem problema nenhum um amante de Victor Hugo ler um romance barato de banca de revista. O importante é o hábito, o amor pela leitura e o aprendizado que se pode tirar até mesmo de um bilhete encontrado no fundo de uma sala de aula vazia.

O velho post de apresentação

Precisava de um escape, alguma coisa que eu pudesse colocar os meus pensamentos. Precisava desesperadamente de um blog, se não eu ia acabar ficando doida de vez. Sou uma quase tudo. Quase publicitária, quase cineasta, quase fotógrafa, quase humana, quase gente, quase maluca. Mas também sou uma completa sonhadora. Sonho demais, e esse espaço aqui é meu pra compartilhar meus sonhos. :)